A Associação Sindical dos Juízes Portugueses declarou que "repudia" a suspensão da classificação do magistrado Rui Teixeira e que "os juízes perderam a confiança" no Conselho Superior da Magistratura.
por Ferreira Fernandes «Diário de Notícias»
“Foi uma declaração que evoca desertos por atacado, porque um só não chegaria. A uns foi buscar as ideias e a outros, a tanta areia que nos atirou aos olhos. Sobre a primeira questão: fazer uma declaração quer dizer falar, e falar quer dizer fazer-se entender. A declaração de Cavaco Silva, de ontem, é nada. É filha desse linguajar de assessores e que é, no essencial, um insulto aos cidadãos, a quem os políticos devem, e raros cumprem, uma língua tersa, clara. Sobre a segunda questão: se ele não disse nada, sugeriu muito. Cavaco Silva manipula quando não refere as peças fundamentais e iniciadoras deste assunto: as duas manchetes do Público, a 18 e 19 de Agosto, que lançaram as suspeitas da Presidência sobre o Governo. A lacuna não é ingénua, porque essas manchetes demonstram quem teve a iniciativa do escândalo. E o que dizer sobre o "fiquei a saber" - ontem acontecido a Cavaco, nas palavras do próprio - que os computadores de Belém são vulneráveis? O mais piedoso que há para dizer é que ele quis mesmo empurrar-nos para as suas suspeitas - manipular-nos, pois. Porque a outra hipótese, ele desconhecer, até ontem, que todos os computadores (de Belém à Casa Branca) são vulneráveis, essa hipótese é insultuosa para o Presidente de Portugal.”
O Jornal de Negócios, desta quarta-feira, diz-nos na página 10, que “Portugal está no fim da tabela dos países com mais vírus”.
E acrescenta:
“Os computadores estão cada vez mais infectados, em todo o mundo, com vírus. No entanto, Portugal encontra-se quase no fim da lista dos países mais afectados por vírus informáticos, de acordo com os últimos dados do PandaLabs”.
Está aqui a explicação para a dúvida do senhor Silva. São vírus, senhor Presidente. Não são é tantos como lhe tinham dito…
Eduardo Dâmaso, director-adjunto do «Correio da Manhã» pergunta:
O que disse o Presidente?
Tudo espremido, o que nos disse o Presidente? Que suspeitou de uma manobra do PS contra si para o encostar ao PSD, que os socialistas quiseram "desviar as atenções" dos eleitores e que duvida da segurança dos seus computadores.
Não há, portanto, nenhum crime que abra uma crise de regime mas obviamente a cooperação com o Governo, que já estava morta, foi outra vez assassinada. A única questão relevante que sobra é sobre o País: aguentará este clima envenenado entre quem tem obrigação de lhe transmitir confiança e serenidade?
Estava Cavaco Silva a fazer os trabalhos que levara para férias – recorde-se que era um jeep cheio de Decretos que tinha que apreciar - quando, passando os olhos pelos jornais (que parece que já lê) quando apanha pela frente com o problema das escutas.
Percebe-se agora, na declaração que fez esta terça-feira, que ainda está cansado e que isso o levou a não ter tido capacidade para esmiuçar toda a “trama” e em vez de nos vir esclarecer nos veio baralhar ainda mais.
Em todas as televisões, os comentadores, são unânimes em acentuar que a comunicação não esclareceu nada e que Cavaco Silva continua com dúvidas, embora há anos nos tenha dito que “nunca se engana e raramente tem dúvidas”…
O Presidente da República falou ao País ao início da noite desta terça-feira, para - pensava-se – esclarecer o que, no seu entender, se passou com as escutas nos seus domínios, mas fê-lo de tal maneira que as dúvidas que tínhamos aumentaram.
O Presidente da República, em vez de transmitir certezas, cometeu o erro de dar relevo às dúvidas que tinha.
Não se percebe porque deixou esta trapalhada para depois das eleições, visto que para não dizer nada também poderia ter falado antes.
Fiquemos assim…
O ainda ministro das Finanças e da Economia, Teixeira dos Santos, confirmou os indicadores económicos avançados esta terça-feira, pelo governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, que apontam para um ligeiro crescimento económico, mas avisou que essa recuperação não terá reflexos imediatos a nível do emprego.
O ministro diz que o crescimento positivo regressa em 2010.
O «Jornal de Negócios» diz-nos que “Construtores sobem em bolsa com eleição de Sócrates”, mas adianta que “os especialistas não antecipam um impacto significativo das eleições na bolsa”.
por Ferreira Fernandes «Diário de Notícias»
“Gostei do que li, ontem, no site da Presidência da República. Rezava assim: "O Presidente da República fará amanhã, dia 29 de Setembro, às 20:00 horas, uma declaração à comunicação social."
“Pode ser lacónico mas gostei. O Presidente da República é mais do que ele. Poderosíssimo, não digo em termos internacionais (quantas divisões tem ele?), mas por cá, poderosíssimo - porque é nós. Cá dentro não podia ser mais poderoso. Daí que eu escreva, sem subserviência nenhuma mas porque ele é mais do ele, Presidente e não presidente. Se o presidente do meu clube (lá está, esse é com minúscula) tirasse da cartola um qualquer jornalista e, sei lá, num café discreto da Avenida de Roma lhe soprasse para espalhar não importa o quê (verdade ou mentira, não vem ao caso), eu encolheria os ombros. Sou cínico, admito que um presidente de clube, um zootécnico ou um bloguista desocupado o fizessem. Já ao meu Presidente, não admito. Porque ele é poderosíssimo. Ele não sopra, nem insinua. Põe um aviso no seu site a dizer que vai falar-nos a todos e fala. Assim, sim. Espero que faça doutrina. E lamento que a doutrina não tenha efeitos retroactivos.
Valentim Loureiro, ainda presidente da autarquia gondomarense, esteve ontem à porta da Câmara de Gondomar a distribuir ingressos para o concerto de Tony Carreira.
Segundo revela o «Público» deste terça-feira, Cristina Nogueira, candidata da CDU, promete apresentar queixa à Comissão Nacional de Eleições.
O senhor Silva vai falar ao País ao início da noite desta terça-feira, para revelar quem profanou o túmulo de Raúl Cadore, um dos protagonistas da novela da SIC, “Caminho das Índias”.
Raúl já regressou ao seu país mas o mistério quanto ao desaparecimento do “pseudomorto” continua a intrigar os portugueses, e é para os tranquilizar que o senhor Silva resolveu dirigir-se ao País, neste primeiro dia de eleições autárquicas, até porque não quer que volte a repetir-se o resultado das legislativas.
Alberto João Jardim afirmou que os resultados das eleições legislativas nacionais demonstram que "o país endoidou e a Nação está doente".
Estas declarações do líder do PSD madeirense fazem-nos recordar aquela anedota do doido que está junto às grades do pátio do hospício e pergunta às pessoas que passam na avenida:
- “Vocês são muitos aí dentro?”
José Sócrates, no discurso de festa em frente ao Hotel Altis, em Lisboa, falou aos militantes socialistas que ali o aguardavam para a festa de vitória nas legislativas, não perdeu a oportunidade para lançar a campanha de António Costa à presidência da autarquia da capital e passou-lhe a palavra.
Como dizem os treinadores, logo que acaba um jogo começa-se a pensar no seguinte.
Sócrates lançou Costa para o desafio de 11 de Outubro em que vai defrontar a coligação liderada por Santana Lopes e estes pode estar “estimulado” porque Manuela Ferreira Leite conseguiu hoje menos votos do que Santana nas últimas legislativas.
O PSD não conseguiu o resultado que os social-democratas esperavam e eis que logo aparecem os arautos…
O ex-ministro do PSD Mira Amaral disse que Ferreira Leite "está acabada politicamente" devido ao “desastre” eleitoral e avançou que Rui Rio e Passos Coelho têm condições para assumir a liderança dos sociais-democratas.
Também Jorge Neto considerou a derrota do partido como o “corolário de um conjunto de erros”, defendendo que é inevitável um debate interno depois das autárquicas.
Este domingo é dia de eleições.
É dia de decidirmos por nós próprios.
Se nos abstemos a decisão é nossa.
Se votamos a decisão é nossa.
É altura de decidir, o que equivale a dizer que se deixou de ser indeciso.
O Presidente da República apelou aos portugueses, neste dia de reflexão, para que votem nas legislativas de domingo "num tempo de grandes dificuldades" e garantiu que manteve "escrupulosamente" o compromisso de igualdade e isenção face aos partidos.
O auto “eleito” duque de Bragança, Duarte Pio, afirmou à Lusa que casos políticos como o das "escutas" não sucedem nas monarquias, com isso evitando a "instabilidade e falta de confiança" nas instituições que existe actualmente em Portugal.
Pio tem razão. Mas não é só nas monarquias que não existem escutas. Nos manicómios também não existem.
Cristina Araújo foi detida, ontem, pela 38ª vez, por conduzir sem habilitação para tal. Há uma semana havia sido condenada a um ano de prisão por idêntico delito.
Fica-nos a dúvida se tal procedimento se deve a teimosia ou se o caso é para ser estudado por quem se ocupa dos desequilíbrios ao psíquicos.
Curiosamente, no dia a dia encontramos também muitos teimosos que não se canso de ter comportamentos menos lícitos e que prejudicam – e de que modo – a sociedade.
José Sócrates, secretário-geral do Partido Socialista, está entusiasmado com as últimas sondagens. Fala-se numa subida enquanto o PSD, seu directo adversário (como se os outros não contassem e não lhe “roubassem” votos) se terá de contentar com uma ligeira descida em relação às Europeias e os bloquistas, embora se mantendo em terceiro nas previsões, não terão tanto motivo para festejar tanto como estavam a prever.
Mas, mesmo assim é caso para recomendar calma a José Sócrates.
Diz Belmiro de Azevedo, presidente da Sonae, que “Influência da empresa no «Público» é zero”.
Palavra que acreditamos!
Mas gostávamos de ver no matutino dirigido por José Manuel Fernandes uma reportagem, um artigo, ou mesmo uma simples notícia, a “desancar” naquela empresa.

O assunto está no Blogoperatório, faz uma pergunta a Mário Nogueira da FENPROF e interroga também se a doutora Manuela, ainda se lembra?
(Para ler, clique aqui)
A menina que tem uma criada que lhe tira os caroços das cerejas esteve à fala com um jornalista e o Diário de Notícias transcreve o “diálogo”:
“Jornalista falando com Carolina Patrocínio, a mandatária da juventude do PS, que tem aparecido mas parece estar proibida de fazer declarações:
JORNALISTA – E como comenta aqueles ataques de que foi alvo por causa dos caroços e das cerejas?
CAROLINA PATROCÍNIO – Não me pronuncio.
JORNALISTA – Mas não comenta?
CAROLINA PATROCÍNIO – (silêncio total)"
Ex-ministro da Saúde do PSD, Paulo Mendo, critica programa do seu partido, porque considera que o programa eleitoral no sector da saúde é muito mau e muito curto, à semelhança do do PS.
A campanha eleitoral para as legislativas foi animada, desde o início da semana passada, com as “entrevistas” de Ricardo de Araújo Pereira, dos «Gato Fedorento», aos líderes partidários, mas os comportamentos dos políticos, aos mais diversos níveis, têm sido de tão baixo que o fedor é tão nauseabundo que os »Gato» são os únicos que saem limpos desta cena.
José Manuel Fernandes, director de o «Público» está sentido com o Presidente da República e manifesta este seu desapontamento no editorial da edição de hoje, quando diz que “Das duas, uma: ou o Presidente fundamenta as suas suspeitas depois das eleições, e age em conformidade, ou se se limitar a iniciativas pífias terá enfraquecido a sua autoridade como Chefe de Estado”.
Vital Moreira diz, no «Público» desta terça-feira, que “Os únicos governos que garantem estabilidade e consistência governativa são os governos monopartidários dotados de maioria parlamentar”.
O homem não esqueceu os tempos em que ainda se falava na URSS.
O Presidente da República afastou Fernando Lima do cargo de responsável pela assessoria para a Comunicação Social.
O Vitória de Setúbal foi à Figueira da Foz derrotar a Naval por 1-0, com um tento de Kazmierczak, aos 27’.
Este foi o primeiro triunfo dos sadinos.
O Estado-Maior General das Forças Armadas (EMGFA) garantiu que não foi solicitado à Divisão de Informações Militares (DIMIL) uma operação no palácio de Belém para detecção de eventuais escutas ao Presidente da República.
O Sporting de Braga venceu, esta noite, o FC do Porto, por 1-0.
Jesualdo Ferreira, técnico portista diz que a equipa esteve nervosa.
Domingos Paciência, treinador do Braga diz que a equipa foi feliz.
Usar o cravo vermelho na lapela, nas comemorações do 25 de Abril, faz a diferença entre o PS e o PSD.
Sindicato da Carreira de Chefes da PSP admitiu pedir a inconstitucionalidade do novo estatuto policial, aprovado em Agosto, caso venha a ser promulgado.
Está aqui o segredo do desempate técnico prognosticado, há oito dias, pelas sondagens.
Diz José Miguel Júdice, no «Público»: - "Tudo medido, e nesse pressuposto, vou dar o meu voto ao PS - pela primeira vez em eleições legislativas ".
O suplemento «Negócios», do Jornal de Notícias desta sexta-feira, tem, na página oito, uma reportagem com o título: “Empresários na recruta para aprender a liderar” e em pós-título pode ler-se:
“Curso de liderança da ANJE, em parceria com a Academia Militar, permitiu a um grupo de empresários testar e aumentar as suas capacidades de chefia”.
Cá me parecia que ir à tropa sempre faz alguma falta.
A revista «Sábado» deu à estampa, na edição da passada quinta-feira, que no PSD se compram votos a 25 e 30 euros e que há sempre quem pague as quotas dos militantes para se conseguir ser eleito.
A líder diz que não sabe de nada.
Agora é um militante dos social-democratas – lê-se no «i» desta sexta-feira, que acusa a revista «Sábado» de comprar testemunhos.
A oposição acusa José Sócrates de manobra eleitoral ao utilizar o TGV de Paris a Bruxelas.
Má vontade da oposição, pois tratou-se apenas de transbordo.
O Sporting foi, esta quinta-feira, ao recinto do Heerenveen, vencer os holandeses, por 3-2, com todos os golos leoninos a serem marcados por Liedson, em jogo do Grupo D da Liga Europa.
Os golos foram marcados por Gerald Sibon (12’), Gerald Sibon (77’) e Liedson (17’, 40’ e 88’).
Manuela Ferreira Leite disse hoje desconhecer uma alegada compra de votos dentro do seu partido, condenando à partida esse tipo de atitudes, e sugeriu que o assunto surgiu por se estar em período de campanha eleitoral.
A líder do PSD, em nosso entender, é a mulher ideal para fazer um casal feliz. Não sabe mesmo que veja, não comenta mesmo que saiba. Faz do silêncio a sabedoria.
Manuel João Ramos, um dos fundadores do Movimento Voto Nulo, apela ao voto em branco.
Uma manifestação de racismo encoberta?
Durão Barroso foi reeleito – voltamos a dizer – presidente da Comissão Europeia, e recebeu mais votos do que se esperava, embora ele confessasse que não ficou admirado.
Os partidos de esquerda votaram contra.
Os socialistas dizem que será mais do mesmo.
A direita espera um mandato mais assertivo.
Alguma Imprensa diz que se espera um mandato mais duro.
O próprio Barroso diz que tem “um mandato muito forte, reforçado e alargado” e que tem “autoridade política reforçada”. Vamos lá a ver se ao fim e ao cabo, este mandato não vai dar-nos um José Manuel “Durinho” em vez de “Durão”.
O problema da compra de votos nas campanhas internas do PSD, que a Comunicação Social hoje faz eco, revela um sério problema de racismo, pois chega-se à conclusão que há muita gente contra o Preto.
Manuela Ferreira Leite congratula-se com a reeleição de Durão Barroso para presidente da Comissão Europeia e manifesta a sua satisfação: - “Não vou esquecer que ele é do PSD”.
Então não é costume que quando se assume um cargo destes se entrega o cartão do partido?
Não foi isto que fez Mário Soares e Cavaco Silva, assumindo-se como presidentes de todos os portugueses?
Não terá Durão entregue o cartão do PSD para se assumir como presidente de todos os europeus?
Não quererá a líder do PSD transformar a sua “alegria” num aviso?
João Paulo Guerra, na sua «Coluna Vertebral», que todos os dias publica no «Diário Económico», fala-nos dos “Pequenos e Médios Partidos” e começa assim:
“Em matéria de partidos políticos mais vale muitos que um único, ou apenas dois, bipolarizados numa alternância que mais parece um alterne. Mas 15 – tantos os que concorrem às legislativas – é um exagero. Quantos portugueses serão capazes de traduzir por extenso as siglas MEP, MMS, PPV, PTP, FEH? E quantos sabem por que razão concorre o PPM à Assembleia da República?
O ministro do Trabalho, Vieira da Silva, acredita que o cenário de desemprego em Portugal não será tão grave como aquele estimado nas projecções divulgadas pela Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).
O Diário de Notícias desta quarta-feira diz-nos, na página 4, que “José Sócrates vai viajar amanhã de TGV entre Paris e Bruxelas”.
Sabe-se que nem o primeiro-ministro, nem ninguém, tem possibilidade de viajar até à sede da União Europeia de TGV porque por aqui ainda se anda na discussão do “faz ou não faz”.
Mas, por enquanto, não seria mais prático o líder do PS fazer a viagem toda de avião?
Há dias, conversava com um amigo acerca das vantagens de termos ou não o TGV.
Dizia-lhe eu que, embora reconheça que o tempo vale dinheiro, me parece pouco honesto estar a investir tanto, para ter de ganho apenas alguns minutos, numa viagem que não é para fazer todos os dias.
A resposta do meu interlocutor saiu pronta e conclusiva:
- É bom que façam rapidamente o TGV porque quando precisar fugir daqui, o possa fazer o mais rapidamente possível.
E acrescentou:
- Quando quiser ver-me livre de certas figuras que andam aqui só a empatar, meto-os no TGV e eles desaparecem daqui num instante.
Depois do diálogo cheguei à conclusão de que ainda há pessoas que pensam…
Diz-nos a Comunicação Social que “Portugueses reclamam cada vez mais contra os bancos”.
por Baptista Bastos «Diário de Notícias»
Averiguadamente, a dr.ª Manuela Ferreira Leite não é portadora de uma compleição de estadista. As monumentais inconveniências que comete, as normas que defende, através de conceitos vazios de sentido tornam-na, amiudadas vezes, numa figura comovente mas não habilitada a representar Portugal. Ouvir a chefe do PSD chega a ser penoso. Não gosto de o escrever; porém, a obstinada tentação da senhora para o disparate, converteu-se num embaraçoso mal-estar.
Claro que a série de dislates provoca uma selvagem e mal contida ironia entre os seus adversários, sobretudo aqueles que se acoitam no PSD, e a desmerecem com anedotas, efeitos verbais pela sua idade, comentários ao seu catolicismo liso, formal e ressentido.
A doutora averba, periodicamente, despautérios maldosamente comentados não só por aqui como pelas embaixadas. "Já sabes a última da Manuela?" Não sabiam; ficam a saber, com acrescentos adaptados às circunstâncias. Desde o fechamento da democracia por seis meses, à admissão de que as grandes obras estatais apenas servem para dar emprego a ucranianos e a cabo-verdianos, passando pelas afirmações de contrariedade quanto às uniões de facto, sem esquecer as declarações na Madeira, até esta de se desdizer sobre o TGV, e de conclamar: "Não gosto dos espanhóis metidos na política portuguesa!" - a asneira é galopante.
A dr.ª Manuela não só ressuscita velhos fantasmas como pretende fazer de nós tolos. A imprensa de Espanha, graças a um verbo sarcástico, que oscila entre a metáfora e a facécia, refere-se-lhe com velado desprezo. A dr.ª Manuela não mede as consequências dos seus actos e ignora a natureza melindrosa de certas frases. Ainda por cima, é incapaz de explicar como é que iria resolver o berbicacho criado com a suspensão de uma obra que tem o aval, o interesse e o dinheiro de Bruxelas. Anteontem, na RTP-N, o jornalista Daniel Deusdado esclareceu, em quatro frases, o que é o TGV, e, sobretudo, o que está em jogo. A dimensão e a necessidade do projecto superam, de longe, a mediocridade das declarações da chefe do PSD. Com natural tranquilidade, as explicações de Daniel Deusdado levam-nos a concluir que a dr.ª Manuela Ferreira Leite não sabe do que fala, quando fala no TGV. E em muitas outras coisas, acrescento eu.
O Cavaleiro de Oliveira, no século XVIII, escreveu que "é preciso que os acasos da fortuna se não convertam em razões definitivas". Advertia que legalizar, previamente, um pensamento que não existe, ou existe atabalhoado, "derrotara a pátria e martirizara as suas gentes". Neste pesado assunto, onde tantos incómodos e destrambelhos se acumulam, os malabarismos da mentira política e da ignorância arrogante não podem sobrepor-se à mecânica das evidências.
Esta senhora não serve para nos governar.
João Paulo Guerra, na coluna que assina no «Diário Económico» diz esta quarta-feira que “Os líderes partidários devem achar tanta graça às piadas dos Gato Fedorento como a Rainha de Inglaterra aos 'sketches' dos Monty Python”.
Ricardo Araújo Pereira, do «Gato Fedorento», foi aluno quando Manuela Ferreira Leite foi ministra da Educação, já trabalhava quando esta foi ministra das Finanças.
Na entrevista que fez esta noite à líder do PSD lembrou-lhe que no debate com Paulo Portas a presidenta do PSD usou a cunha para com Judite de Sousa para que esta, na sua qualidade de directora adjunta da Informação da RTP, contratasse Manuela Moura Guedes para o canal público.
O reputado humorista perguntou a Manuela Ferreira Leite se pode, se chegar ao ambicionado cargo de primeira-ministra, fazer-lhe um desconto no IRS atendendo ao muito tempo que já tem sob a sua “alçada”.

O PSD tem-se mostrado decidido a suspender a construção do TGV apesar da ideia de construir esta infra-estrutura tenha partido da sua iniciativa quando era Governo.
O Diário Económico desta terça-feira revela-nos que o “Possível adiamento do TGV surpreende Comissão Europeia”.

Manuela Ferreira Leite anda a querer convencer os portugueses de que seria melhor primeira-ministra do que José Sócrates e, nessa azáfama desata a disparar em todas as direcções.
Quer suspender o projecto do TGV (que ela própria se comprometeu com os espanhóis, em levar por diante) e hoje o «Público» vem dizer-nos que Portugal perde mais fundos do que a Espanha com suspensão do TGV.
José Sócrates, secretário-geral do Partido Socialista, esteve esta noite a ser entrevistado no programa dos «Gato Fedorento» e saiu-se bem.
Terminados os debates da semana passada houve sempre a tentação dos órgãos de Comunicação Social em definirem quem tinha ganho.
Nesta entrevista de Ricardo Araújo Pereira o líder socialista mostrou estar à vontade e proporcionou alguns momentos de boa disposição, que é o que se exige num programa destes.
A malta quer é rir!
O Vitória Futebol Clube afastou o técnico Carlos Azenha como consequência dos maus resultados nas quatro primeiras jornadas de Liga, onde a formação do Bonfim apenas conseguiu um ponto, o que equivale a um empate e onde marcou apenas um golo contra os 13 já sofridos (oito com o Benfica e quatro na última jornada, com o União de Leiria).
Vamos ver o que fará o novo técnico…
É que, com este presidente o Vitória já desceu uma vez de Divisão. Lembram-se? Era Fernando Tomé o treinador e diz-se, que á despromoção tinha algo a ver com o criar condições para a construção de um novo estádio em Vale de Cobro.
O projecto daquele estádio foi abandonado o presidente demitiu-se.
Outros tempos… outras estórias!

Os jornais «El Pais», «El Mundo» e «ABC» não foram simpáticos para Manuela Ferreira Leite. Pode dizer-se que, tal como cá, também os nossos vizinhos são de opinião que “amor com amor se paga” e não perdoaram à líder do PSD a falta de cortesia que teve para com os espanhóis.
José Ribeiro, director do «Jornal de Angola» escreveu na secção “A Palavra do Director»
"Portugal está em plena campanha eleitoral para as legislativas, às quais se seguem as eleições autárquicas. Pelos ecos que nos chegam a campanha vai animada e cada partido representado na Assembleia da República faz tudo para convencer o eleitorado a dar-lhe a confiança do voto.
O que se passa em Portugal é igual ao que se passa em todo o mundo e exactamente o mesmo que aconteceu em Angola há um ano, quando os angolanos foram às assembleias de voto escolher o partido que devia governar o país. Digo que é tudo igual, mas há algumas diferenças que quero evidenciar.
Angola não mandou maquilhar jornalistas para irem a Portugal perturbar o processo eleitoral, destabilizar o eleitorado e fazerem campanha contra um dos partidos concorrentes às eleições. Não mandou jornalistas para curas de emagrecimento para depois em Portugal se colocarem ao lado dos que escondem a pobreza envergonhada nas bicas do café.
Não entramos nessas operetas ridículas e respeitamos todos os povos e todos os países de mundo, mesmo aqueles que promovem atropelos à ética global.
Os angolanos vão recebendo notícias da campanha eleitoral em Portugal e os órgãos de informação nacionais guardam a distância que se impõe para marcar a diferença entre o que alguns órgãos de informação portugueses fizeram há um ano e o que fazemos nós, agora. Quem quiser aprender a lição, que aprenda. Quem não quiser pode continuar a mostrar que vale muito pouco.
Os ecos que nos chegam da campanha eleitoral em Portugal trazem uma vez mais declarações estranhas sobre Angola. Há quem esteja interessado em envolver o nosso país na disputa eleitoral em Lisboa, fazendo declarações a roçar o insulto. Se respondêssemos, fazíamos um grande favor aos detractores. Por isso, nem respondemos nem nomeamos. Apenas registamos que em Portugal há políticos que não conseguem dormir descansados enquanto existirem empresas e empresários angolanos a fazerem o seu trabalho. E por qualquer razão que não interessa aqui referir recusam ou ficam preocupados com a entrada de capitais angolanos em empresas ou grupos económicos portugueses. E dizem isso em debates eleitorais.
Há neste comportamento uma tendência para quem está desprovido de qualquer ética querer dar lições a Angola. Só assim se compreende quem ignora os casos de corrupção, clientelismo, nepotismo, má gestão, pedofilia, que vieram a público em Portugal. Para não falar da tentativa aberta de domesticação dos órgãos de informação por grandes grupos económicos ou aparelhos partidários.
Mal se percebe que tendo os países da Europa e os EUA mergulhado o mundo na mais grave crise financeira de todos os tempos, que governos democráticos já tenham privatizado no Ocidente mais de 60 bancos, que tenha vindo a público tanto escândalo político, tanta corrupção, ainda existam em Lisboa políticos apontando o dedo ao nosso país, que vai conseguindo, com muito esforço, reparar o que foi destruído e até agora tem conseguido enfrentar a crise como sabe.
Os que tentam arrastar Angola para a campanha eleitoral em Portugal mereciam uma resposta à letra, quanto mais não seja pela falta de pudor. Mas até ao contar dos votos, vamos ficar em silêncio. Até porque temos esperanças de que os eleitores portugueses lhes dêem, por nós, a resposta merecida."
Manuela Ferreira Leite no debate com Paulo Portas já tinha usado a cunha com Judite de Sousa para que, na sua qualidade de directora adjunta da Informação da RTP, contratasse Manuela Moura Guedes para o canal público.
Neste frente-a-frente a líder do PSD pediu a José Sócrates para que pedisse aos seus camaradas para que não fizessem manifestações contra ela porque não gosta.
Estamos convencidos de que esta cunha não vai funcionar.


José Sócrates e Manuela Ferreira Leite estiveram frente-a-frente no último da série de debates entre os líderes dos partidos com assento Parlamentar.
Estamos convencidos que não haverá “casamento” entre os dois partidos, embora se adivinhe que, em certas alturas haverá entendimento entre ambos, o que irá desgostar os que neles votarem.
Está no Blogoperatório e tem piada:
O humor invade a política
Berlusconi diz que é o melhor primeiro-ministro em 150 anos. Não conheço a história de Itália com o rigor que me permita discordar. Mas, se ele é isso... pobre Itália.


O secretário-geral do Partido Socialista, José Sócrates, e Manuela Ferreira Leite, presidenta do Partido Social Democrata, estarão, este sábado, num frente-a-frente, que encerra a série de debates entre os líderes das forças políticas com assento Parlamentar.
O debate é transmitido em directo, a partir das 21:15 horas, num simultâneo SIC, SIC-Notícias e SIC-Online.
Sem querer “entrar na vida privada de cada um” estamos convencidos de que o encontro desta noite não dará em casamento, embora não excluamos a hipótese dos protagonistas se ficarem pelo namoro, com algumas escapadelas, quando menos se esperar.
Se – contra natura – a relação chegar a atingir carácter definitivo, sabe-se que Paulo Portas, Francisco Louça e Jerónimo de Sousa, ficarão mesmo com ciúmes.
E nunca se sabe como reage um ciumento…
António Macedo edita diariamente na «Antena 1», as Canções da Minha Vida, hoje com a preferência de Guilherme Leite, que nos brindou com o Hino Maria da Fonte.
Hino Maria da Fonte
Viva a Maria da Fonte
Com as pistolas na mão
Para matar os cabrais
Que são falsos à nação
É avante Portugueses
É avante não temer
Pela santa Liberdade
Triunfar ou perecer
É avante Portugueses
É avante não temer
Pela santa Liberdade
Triunfar ou perecer
Viva a Maria da Fonte
A cavalo e sem cair
Com as pistolas à cinta
A tocar a reunir
É avante Portugueses
É avante não temer
Pela santa Liberdade
Triunfar ou perecer
Lá raiou a liberdade
Que a nação há-de aditar
Glória ao Minho que primeiro
O seu grito fez soar
É avante Portugueses
É avante não temer
Pela santa Liberdade
Triunfar ou perecer
É avante Portugueses
É avante não temer
Pela santa Liberdade
Triunfar ou perecer
Manuela Ferreira Leite disse no debate com Paulo Portas que a realização desde modelo de discussão política se deve à pressão que ela exerceu. Acreditamos que sim.
Contudo, depois do fracasso por que se têm pautado as suas intervenções, a senhora deve estar mais do que arrependida de ter “aceite” debater seja com quem for.

O jornal espanhol «La Vanguardia» publicou esta foto com o seguinte texto:
«Mención especial merecen los carteles de Ferreira Leite que jalonan las carreteras portuguesas. "Não desista. Todos somos precisos", reza. Pero la desolada foto en blanco y negro de la candidata, sin maquillar, podría hacer pensar a los turistas que visitan el Algarve que se trata del mensaje de una asociación de apoyo a la tercera edad o de prevención del suicidio.»
O debate entre Manuela Ferreira Leite (PSD) e Paulo Portas (CDS-PP) teve momentos hilariantes. Um deles foi protagonizado pela líder social democrata quando se falou do encerramento do Jornal de Sexta, da TVI. Ferreira Leite defendendo-se do facto de, há anos, o seu partido ter forçado à saída de Marcelo Rebelo de Sousa, por os seus comentários serem incómodos para o PPD/PSD e de a RTP o ter contratado, sugeriu a Judite de Sousa que, na sua qualidade de directora adjunta da Informação da RTP, contratar Manuela Moura Guedes para o canal público.
Vamos ver se a cunha funcionou…
O delegado da Liga ao jogo Benfica-Nacional da Madeira, da temporada passada, foi suspenso por 18 meses por ter falsificado o relatório do encontro.
A ministra da Saúde afirmou que o tempo de espera de cirurgia para doentes oncológicos baixou para cerca de quatro semanas, embora admitindo excepções.
O líder da CGTP, Carvalho da Silva, considerou que as propostas do PSD em relação à Segurança Social correspondem a uma segunda edição do "Milagre da rosas".
O ex-ministro das Finanças, Medina Carreira, diz, em entrevista de duas páginas ao «Jornal de Negócios» desta quinta-feira, que “Propostas do PS e do PSD não respondem às necessidades do País”.
por Ferreira Fernandes «Diário de Notícias»
Quando o MES acabou (por lá passaram Sampaio e Ferro Rodrigues, entre outros) deu um jantar para anunciar: acabámos. O jantar limpou a cabecinha dos militantes, ajudou-os a fazer o luto de uma luta política, revolucionária, passando para outra, democrática (burguesa, diriam antes). Fez-lhes bem o jogo limpo: ontem íamos por ali, agora, vamos por aqui. Muitos deles foram depois ministros e patrões (o que antes combatiam radicalmente). Os que continuaram agarrados às antigas ideias chamarem-lhes vira-casacas, mas não puderam acusá-los de mentir na sua evolução. Não se passou o mesmo com o Bloco de Esquerda. Essencialmente, este é formado pelos trotskistas do PSR e os maoístas da UDP, correntes revolucionárias. Ora nem o PSR nem a UDP fizeram a proclamação política do seu fim, só deixaram estiolar as siglas. Mas Francisco Louçã apresentou-se no debate com Sócrates assim: "Sou socialista, laico e republicano." Então, quando é que deixou cair o "revolucionário"? Não tenho dúvidas de que, no fundo, tenha deixado, e que talvez venha a ser ministro num governo a que chamaria burguês há poucos anos. Mas parece-me que lhe falta, a ele que dá tanta importância à ideologia, que o diga na teoria, antes de ser definitivamente comprovado, na prática, que mudou.
O Comité Olímpico de Portugal vai propor o nome de Rosa Mota para membro do Comité Olímpico Internacional, em substituição de Fernando Lima Bello.
Rui Rio, cabeça de lista pela coligação PPD-PSD/CDS-PP, nas eleições autárquicas de 11 de Outubro à Câmara Municipal do Porto, é o melhor posicionado com 44,7 por cento das intenções de voto, segundo a sondagem revelada esta quarta-feira.
Seguem-se:
Elisa Ferreira (PS) 31,1%
Rui Sá (CDU) – 9,6%
João Teixeira Lopes (BE) – 7,8%
Brancos, nulos ou indecisos – 6,8%
Alberto João Jardim, presidente do Governo Regional da Madeira, diz, a propósito da viagem de Manuela ferreira Leite para o aeroporto de Santa Catarina, que leva quem entender no carro oficial.
O líder do PSD-Madeira esquece-se que foi nessa qualidade que esteve com a líder dos social-democratas e que a deslocação à ilha se integrou na campanha eleitoral.
Em entrevista ao «Público», o secretário-geral do PCP diz que “Ninguém compreende que um pequeno empresário pague mais IRC do que a banca”.
O Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmou que Portugal saiu da recessão técnica graças ao consumo e exportações, o que levou alguma imprensa a destacar que a economia nacional cresce mas empresários continuam sem investir.
Pelos vistos os empresários não são tão importantes como pensam…
Mas – e há sempre um mas – o reputado José Silva Lopes, ex-ministro das Finanças, é peremptório a afirmar que “Recuperações destas nunca são sustentáveis”.
Título do «Público» a propósito da jornada de campanha eleitoral de Manuela Ferreira Leite à ilha da Madeira: “Jardim insulta os que criticam o facto de a líder do PSD usar carro do Estado em campanha”.
Lê-se na página 14 do «Diário de Notícias» desta terça-feira: “Costa vicentina em risco de ruir”.
Não é só a Costa Vicentina. No Algarve, mais precisamente na Praia Maria Luísa, o pior aconteceu. Noutras zonas do País, o diagnóstico não nos dá grandes esperanças.
Em suma: Portugal está em risco de ruir.
E não se vislumbra que grite “Alá-riba”.
Os estatutos do Sport Lisboa e Benfica dizem, no seu artigo 3.º: “Ao Sport Lisboa e Benfica são interditas actividades de carácter político ou religioso”.
No passado domingo Luís Filipe Vieira esteve na Casa do Benfica, em Palmela, a participar num jantar de apoio à candidatura de Fonseca Ferreira, à presidência da Câmara local.
A Comunicação Social levantou o problema, mas o resultado estará à vista, pois sabe-se que o presidente não é o clube… por muito que ele queira.
Sépideh Radfar está incluída – conforme nos diz o «Diário Económico» desta terça-feira, na página 44 – nos 177 iranianos que o SEF acredita em Portugal, e diz que “Portugal não sabe aproveitar os estrangeiros”.
Hoje assinala-se o Dia Internacional do Jornalista.
A data passa despercebida em muitas redacções. E isto acontece por culpa dos próprios jornalistas.
A líder do PSD terminou – segundo notícia da Agência Lusa - a primeira visita à Madeira com uma deslocação a uma das localidades mais recônditas da ilha e seguiu de “boleia” para o Aeroporto no carro da presidência do Governo Regional.
Uma boleia não passa de uma boleia e o acto pode ser a prova de que na Madeira “não há défice democrático”, conforme salientou na ilha, Manuela Ferreira Leite.

Somos metralhados pela publicidade nas mais variadas formas e mais recentemente ouvimos um senhor a dizer-nos em tudo o que é rádio ou televisão que “a publicidade faz falta”. Acreditamos que sim. Que faz falta. Mas…
A Publicidade também faz lixo.
O que a foto nos mostra é uma prática corrente. Sempre que as empresas encarregues de alterar o conteúdo dos painéis, que exibem os anúncios nas praças e avenidas eis que um monte de lixo se amontoa junto dos contentores destinados a receber papel e cartão.
Gostaríamos de ver que o papel retirado dos painéis fosse colocado dentro dos contentores.
Não haverá quem regule esta actividade?

O realizador cinematográfico António-Pedro Vasconcelos está a ser entrevistado no «Só Visto» da RTP e disse uma coisa bonita.
- Privilegio o Humor e a Liberdade!
A Autoridade Nacional de Protecção Civil anunciou que vai accionar, às 8 horas de domingo, o alerta “amarelo” de risco de incêndio em todos os distritos de Portugal Continental.
Depois não digam que não estão avisados!
E, já agora, porque é que é a partir das 8 horas?
Não pode ser depois das sete? Compreende-se… é muito cedo!
E porque não, depois das nove?

O José Teófilo Duarte voltou de férias no dia um deste mês, conforme tinha anunciado, mas só hoje damos conta do retomar da actividade do Blogoperatório.
As cirurgias do pós-férias estavam mesmo a ser urgentes.
Poucas vezes a pressa terá sido tanta, ou a eficácia da máquina governamental tão grande: O Conselho de Ministros aprovou, esta quinta-feira, a suspensão parcial do Plano Director Municipal (PDM) de Lisboa, pouco mais de 12 horas depois de a Câmara ter aprovado uma proposta em que se compromete a emitir um parecer sem o qual o Governo não poderia tomar a decisão que tomou.
Notícia «Público»
O cardeal-patriarca de Lisboa repreendeu esta quarta-feira, bispos e padres que "se consideram com o direito de decidir pela sua cabeça" em vários domínios da Igreja Católica, considerando que isso fragiliza "a proposta cristã" e cria "divisões". D. José Policarpo notou também que, muitas vezes, o pastor aproxima-se de um gestor de empresas.
O cardeal-patriarca tomou esta atitude pela sua própria cabeça?
por Baptista-Bastos «Diário de Notícias»
Que podemos fazer por nós próprios, tendo em conta que os propósitos políticos em causa pouco ou nada projectam em nosso favor? Devíamos, talvez, aplicar a sabedoria dos nossos erros para recriminar aqueles que nos conduziram à situação em que nos encontramos. Todas estas figuras chegam ao proscénio, tingidas por fora de impolutos predicados, e dizem-nos querer salvar a pátria através, claro!, do nosso voto. Sorriem, mas estão cheios de raiva e de ressentimento. Têm vindo a insultar-se com a baixa linguagem dos eguariços, e desembainham a larga espada da justiça e da solidariedade, como se estivessem a cumprir um destino. A farsa das generalizações atingiu a mais atroz das banalidades e a mais inquietante das incertezas.
Será Sócrates um mentiroso, desde os tacões dos sapatos ao corte de cabelo, e a dr.ª Manuela a imaculada guardiã de todas as verdades conhecidas? Vamos eleger caracteres. Vamos escolher entre uma pretendida compulsão para a mentira e a imagem sacrossanta da virtude como religião. Ignoramos o conteúdo dos programas e conhecemos, dos candidatos, as suas figurações e aquilo que a comunicação social quer revelar.
"O programa, venha o programa!", exigiam, coléricos, os socialistas, à chefe do PSD. Esta, com o sorriso evasivo que se lhe conhece e aquele olhar que assusta o mais destemido dos mortais, prolongava a agonia da expectativa. Até que lá fez a vontade aos importunos pedinchões, e leu um quadradinho de papel, no qual se dizia o que se planeava. Nada de novo: privatizações a eito, limitação de direitos, benesses a quem dá emprego aos outros. A dr.ª Manuela e seus asseclas parecem desejar que o Estado seja minguado até ao esqueleto, e que Portugal comece a ser governado por "gestores". A sua tese da interrupção da democracia por seis meses não é boutade, deslize momentâneo, graça pesada. É a expressão de um pensamento, afinal consubstanciado na proposta "minimalista" que fez ao País.
Enquanto a dr.ª Manuela manifesta um estremecido desprezo pela arraia-miúda, o eng.º Sócrates continua a declinação gélida das "reformas", insistindo nessa rábula do "socialismo moderno", monstruosa aldrabice que desacreditou uma ideia generosa e redentora, e a colocou no centro de todas as injúrias e de todos os chistes.
Estamos, pois, numa encruzilhada. Até que o preconceito, a ignorância e a informação omitida e dirigida permitirem uma unívoca concentração de poder, as alternativas são-nos apresentadas como as únicas construções institucionais. "Mudar tudo!", exclama, inclemente, a dr.ª Manuela. "Não mudar de rumo!", conclama o eng.º Sócrates. Um susto! Não há regeneração possível. Nenhum deles interessa; os outros constituem, presentemente pelo menos, uma impossibilidade.
António Costa, presidente da edilidade lisboeta e candidato ao mesmo cargo nas eleições de 11 de Outubro, diz que quer o próximo mandato “verde e livre de automóveis”.
Estamos a imaginar o edil e a sua equipa andarem em Lisboa, e não só, de metro, bicicleta e, eventualmente, a pé.
Diz-nos a Comunicação Social, e lê-se no «Público» que “Campanha do PSD se comícios, autocarros e brindes e, como nos funerais, só vai quem quer”.
Boa medida esta de Ferreira Leite, pois com um programa eleitoral que “cabe numa folha A4” não deve haver matéria para impingir em grandes mobilizações de massas.
O «Público» desta terça-feira, na página oito, diz-nos que “José Sócrates desdobra-se em inaugurações pelo país e arrasta embaixada de ministros”.
Se há coisas para inaugurar é bom que o Governo as inaugure, mas que cada acto não seja aproveitado pelo partido que o suporta.
E se as coisas estão a fazer falta… força que já é tarde.
É preciso também notar que os ministros e os seus secretários viajam à custa do Estado e que para as acções partidárias as viaturas devem ser outras…
O «Diário Económico» titula a toda a largura da primeira página que “Trinta mil desempregados vão perder o subsídio até ao fim do ano” eadianta que o presidente do Instituto do Emprego e Formação Profissional diz que sete mil desempregados por mês estão a perder a prestação social. Mas Francisco Madelino garante que “estas pessoas estão a ser acompanhadas de perto”.
É caso para perguntar se estão a ser acompanhadas ou vigiadas. É que é bom que se saiba que as pessoas desesperadas podem tomar atitudes “desagradáveis”…
Segundo se pode ler no «PÚBLICO» “Os hospitais públicos com gestão empresarial (EPE) tiveram um prejuízo de 91,1 milhões de euros no primeiro semestre deste ano, um agravamento de 22,6 por cento em relação ao período homólogo de 2008, apontam dados da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS).”
Será oportuno explicarem-nos o que é que se ganhou em transformar os hospitais em empresas?
E aos senhores que aceitaram dirigir essas mesmas empresas mesmo sabendo que não tinham capacidade para fazer um trabalho como dever ser, o que é que lhes vai acontecer?